terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um espectro permanece assolando



Um estudo encomendado pela BBC, e citado pelo Diário Económico, revela que em 22 países as populações deseja um papel mais interventivo do Estado. Revela também que 23% destas populações considera que o Capitalismo tem erros irreversíveis e que é necessário outro regime económico.
É certo que náo sáo a maioria, ainda, mas mostram bem os resultados dos últimos 20 anos de fim da história, em que o Cpitalismo não deu qualquer resposta às necessidades humanas, agravou desequilibrios, alargou o fosso entre os poucos detentores de grandes fortunas e aqueles que quase nada ou nada possuem.
A larguissimos anos do estabelecimento das metas da OMS de Saúde para todos no ano 2000, temos hoje situações verdadeiramente incontroláveis de doençs que se julgavam já controladas ou erradicadas como a tuberculose. A investigação sobre a malária avançou de forma tão lenta nestes 20 anos, que todas as promessas de se encontrar uma vacina antes do fim do milénio passado é apenas uma distante ilusão.
O analfabetismo, as discriminações de vária ordem a começar pelo género, grassaram e alastraram por todo o mundo com especial ênfase nos países do médio oriente, onde os governos progressistas foram activamente combatidos em detrimento de grupos de fundamentalistas religiosos, que depois se vieram a tornar eles próprios uma ameaça ao ocidente.
O combate à fome, à desertificação, pela habitação condigna, acesso à água potável e mesmo o combate às alterações climáticas de origem antropoénicas soçobraram à vontade dos paises industrializados e das randes corporações que pretendiam manter o controlo de toda a cadeia de produção e transformação em favor apenas da acumulação de capital nas mãos de uns poucos quantos, que conduziram à crise em que vivemos.
Faço parte deste 23% seguramente, e porque é necessário garantir uma vida digna a todos, por isso mesmo sei que bem ao contrário do fim da história que nos quiseram vender, temos ainda uma luta civilizacional para travar e por cobro a este estado de coisas.
Não é de estranhar que a maioria dos cidadãos da antiga RDA preferisse o sistema onde vivia. Não é por acaso que o desaparecimento da URSS é visto, neste estudo como negativo por 61% de russos e 54% de ucranianos, ou que 77% dos primeiros e 75% dos segundos entendam como necessária uma maior intervenção do Governo nas industrias nacionais. Não que vivessem num regime perfeito, nem podia até pelo estado de guerra permanente que lhe era de facto movido pelo ocidente, mas têm memória das regalias que tinham e do nível de vida que o Socialismo lhes proporcionava.
Dê-se-lhe a volta que der só este permite um futuro para a humanidade.

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