sábado, 9 de maio de 2009

Os apagados



Vi num folheto que me foi distribuido que, no certame Doc_Europa, iria passar um filme de origem eslovena, de nome Rubbed Out. Esta película retrata a situação de 18.000 cidadãos (200 a 300 mil segundo o Observatório de Helsinquia) que por serem jugoslavos, mas não eslovenos, foram apagados de todos os registos à altura da separação da Eslovénia da Federação Jugoslava.

Ésta situação, claramente atentatória dos direitos humanos, passou e passa completamente desapercebida numa Europa que tantas loas democráticas tece a este estado.

A verdade é que a desagregação da Jugoslávia nada teve a ver com os interesses e desejos dos povos que a compunham, mas de interesses exteriores que mesclavam o seu ódio ao socialismo, mesmo na sua versão titista, com os ressaibiamentos da segunda guerra, lembrando que a Jugoslávia foi o único país que se libertou a partir do interior.

Rios de tinta e de ondas hertzianas foram gastos a falar da guerra cívil, primeiro nesta mesma Eslovénia, depois na Croácia, e finalmente na Bósnia-Herzegóvina, quando afinal se tratava apenas de procurar manter a unidade Jugoslava. Horas foram entregues a fazer da população do Kosovo mártir, quando ao fim e ao cabo a maioria albanesa que aí habita é mesmo isso: Albanesa. Vindos não assim há tanto tempo da vizinha Albania para dentro das fronteiras da Jugoslávia. Mas estas situações, de gente apagada como se nunca houvera existido. Esta inconveniência para uma cúpula europeia, que se diz extremamente empenhada nos direitos humanos, mas convenientemente só os dos outros, ficou silênciada e desconhecida, passando agora para a curiosidade documental.

Bom será que os olhos se abram e as bocas não se calem pondo a nú a hipocrisia de governos, dirigentes, e meios de comunicação ao seu serviço, e que despertem as conciências dos povos para que de uma vez por todas se livrem destes empecilhos para a paz, a solidariedade, a fraternidade e aliberdade dos povos, contruindo um mundo diferente.

O anarquista Durruti disse que transportamos um mundo novo dentro do nosso coração e que este mundo cresce a cada momento que passa. Diferindo deste sobre a forma de lá chegar, tenho esperança que este mundo novo faça justiça a todos os apagados da História.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Toda a Humanidade



Amanhã é dia 8 de Maio, com ele 64 anos do fim da II Guerra Mundial. Esta foi um dos mais terríveis conflitos da História. Aqui degladiaram-se a destruição de todo o senso de humanidade e um conjunto de identidade minima de valores morais, representada por aliados tão diversos como o Reino Unido e suas colónias, a França, os Estados Unidos e a União Soviética.
O terror, porque de terror se tratou, Nazi-Fascista intentava um mundo de Senhores e Escravos, no sentido literal do termo, com profundas alterações sociais, mas de alterações baseadas nos genes, na lingua, ou na perfeição física (de ditames claros e baseados no ideário de um passado glorioso de hérois guerreiros - e isto é tão válido para a Alemanha de Hitler, como para a Itália de Mussolini ou o Japão). Esta visão profundamente redutora e segregacionaista havia mostrado todo o seu desdém pela humanidade na Guerra Cívil de Espanha, na Abissínia e Etiópia, na China e continuaria a demonstrá-la profusamente procurando eliminar Judeus, Ciganos, Eslavos, todos aqueles que não acatassem os seus ditames políticos e sociais, como os Comunistas, os refugiados republicanos Espanhois, os Dirigentes Sindicais, e todos os que não encaixassem na nova ordem como os Homossexuais e até os Loucos.
Foi contra esta selvajaria que se ergueram milhões de homens e mulheres, foi contra esta suma opressão que os cidadãos se prestaram a morrer, para que não fosse este o futuro da Humanidade.
O Capital porém desde cedo defendeu, protegeu, estimulou financeiramente estes regimes. Bancos e outros negócios, lucraram vastamente com o trabalho não remunerado e sem direitos. Não se pense que foram só empresas Alemãs. Companhias Americanissímas como a IBM, como a Ford, estveram envolvidas com o nazi-Fascismo desde início e algumas mantiveram as suas operações em solo alemão durante a Guerra.
Já antes o haviam feito em Espanha, em França, e nenhuma impressão lhes teria feito puderem continuar a usufruir de mão de obra escrava.
Várias dezenas de Milhões morreram vítimas destes regimes, muitas centenas mais sofreram terríveis privações e provações que haviam de marcar para sempre demografias e dinamicas de países inteiros.
Todos os que travaram o passo a este terror salvaram a Humanidade Inteira, cada um deles, cada um dos sobreviventes salvou e foi salvo por outro semelhante, ligando a humanidade com laços de fraternidade que um dis terão os seus frutos. Assim possa a humanidade encontrar os caminhos de uma existência mais justa e digna, solidária e fraterna, cooperante e de partilha de recursos. Só o fim da exploração é isso, só o Socialismo é toda a Humanidade.
Honremos os Mortos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Perfídia? ou simples mentira?



Muito se tem falado pelos últimos dias da "agressão" ao candidato do PS. Digo "agressão" porque na realidade o senhor saiu apenas borrifado por um pouco de água, e se agredido se sentiu deverá ser apenas no seu amor próprio dados os vitupérios que ouviu. O Candidato do PS ao deslocar-se ao desfile da CGTP, sabia, ou deveria de saber, que quem diz o que quer, e ele justificou e apoiou por diversas vezes o código laboral, o cercear dos direitos sindicais, a obediência obrigatória aos ditames do Governo, esquecendo agora que ia de visita aos mesmos que ofendeu, ou não.

Quando os Nazis quiseram voltar a populaça contra os Comunistas, acusaram-nos de incendiar o Reichstag. Acabou por se provar ser uma mentira, mas quando se soube já os Comunistas estavam ilegalizados e o nazi-fascismo caminhava impante para a desgraça que se sucedeu.

Mas o feito não ficou por aqui, na América McCartista, na Espanha franquista, no Chile de Pinochet, na Africa do Sul do Apartheid, os Comunistas foram sempre acusados de tudo e de mais alguma coisa.

O regime de Sócrates parece ter aprendido muito bem a lição, e de todas as contestações procura insinuar, ou mesmo dizer que são os Comunistas. Da maneira como a contestação grassa de norte a sul, o PCP tem de ter um resultado verdadeiramente histórico nas eleições. Oxalá sim.

O pequeno artigo a seguir foi publicado no Registo, é apenas uma visão sobre o tema.

O Boato. Ainda miúdo ouvi uma máxima, que nunca mais esqueci, que me pareceu e parece ainda provida do maior senso. Dizia essa máxima que o Boato é a arma da reacção, é preciso esmagar o Boato. Com efeito de boato têm feito carreira algumas das mais notórias personalidades portuguesas, a maior parte delas tidas até por não de direita, mas sistematicamente utilizando o boato como forma de se promoverem, especialmente quando pelos seus actos se encontram particularmente mal vistas pelo povo.
Estive, como aliás estou sempre, nas festividades do primeiro de Maio. Estive no desfile da CGTP, porque nunca poderia ter estado com pessoas que assinaram e avalizaram o Novo Código Laboral, que não só penaliza fortemente os trabalhadores como tem erros de palmatória que, se quem assinou não viu só pode dever-se à subserviência e seguidismo em relação ao poder que vêm à várias décadas demonstrando. Estive mas confesso que não vi a entrada em cena do candidato do PS, nem as cenas imediatamente seguintes. Só já a caminho de casa vim a saber da sarrafusca e já só em casa vim a assistir à indignação do PS contra a CGTP e pasme-se, o PCP.
Quando ouvi isto ainda fui levado a ver Vital Moreira a ser duramente fustigado à cartonada por um bando de militantes comunistas de cartão em punho, com a respectiva cota paga. Mas fiquei desiludido quando tudo o que a televisão me deixou ver foi um Vital em fuga, seguido de uns populares de cara rabicunda, mas nem um só cartão para amostra.
Tiraram, o candidato e o PS, a conclusão que mais se ajeitava para apresentar ao mundo mais uma “vítima” do Comunismo. Um dizendo que era por ser ex-comunista, os outros porque pensaram remendar assim os buracos de uma tolerância que não têm. Se a tivessem saberiam, mais do que perfeitamente, que na Almirante Reis não estão só militantes Comunistas e que quem quer que tivesse arreado no Vital poderia ser bloquista, socialista, ou mesmo sem qualquer “ista”. Tudo porque é perfeitamente natural que quem se vê no desemprego, na precariedade, ou atirado para a sobre-exploração ou a pobreza, tenha mais do que indignação e ressentimento em relação a quem apostolou, defendeu, e apadrinhou as leis que a ela levaram.
A ida do candidato do PS ao Primeiro de Maio da CGTP não foi, portanto, à partida inocente, foi provocatória, de quem esperava este desfecho e sabia perfeitamente a quem tentar lançar as culpas procurando uma vitimização a que não tem direito. Ao boato assim construído responderam logo a UGT e todos os partidos de direita, pois que todos lucram com a coisa, respondeu mais timidamente o Bloco, não se vá dar o caso de mais tarde tentarem com ele também, contudo não será por muito se gritar chuva, que ela caia de um céu radioso. É preciso esmagar o boato!


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os Frutos



Dizem, que num tempo já distante um homem disse: "Pelos Frutos os conhecereis!". O tempo passou, e muitas gentes passaram pelos váios recantos do Mundo, mas pelos frutos foram conhecidas. Pelos frutos das suas acções, pelos outros ou em proveito próprio, ou ainda em proveito de outrém que lhe garante dinheiro, poder, ou qualquer outro gozo venal, para gaúdio seu e dos seus.

Uns escondem-se, agindo a coberto das sobras ou dos outos, congeminando no silêncio de gabinetes. Outros, com frequência mais embrutecidos, agem pela provocação nada discreta, pensando que com as suas acções mesquinhas humilham e apoucam todos quantos põem acima dos seus interesses os interesse gerais, aqueles que nos fazem progredir enquanto humanidade.

Deixo hoje, vespera de primeiro de Maio dois Exemplos:

In "Público" on line
"União Europeia abre a porta à semana de trabalho de 78 horas
29.04.2009 - 07h49 Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas

Cinco anos de negociações entre as instituições da União Europeia (UE) para a revisão da legislação que limita o tempo de trabalho a 48 horas semanais caíram ontem por terra, abrindo a porta a uma corrida dos Estados-membros à actual possibilidade de derrogação até às 78 horas.

Depois de várias sessões de negociações desenvolvidas desde o início do ano entre o Conselho de Ministros da UE (onde estão representados os governos dos Vinte e Sete) e o Parlamento Europeu - "co-decisores" em matéria legislativa -, as duas instituições anunciaram na madrugada de ontem o colapso do processo.

A ruptura foi provocada pelo desacordo total entre os negociadores sobre o futuro da cláusula de derrogação prevista na legislação comunitária que, desde 1993, limita o tempo de trabalho na UE a 48 horas semanais. Esta cláusula, utilizada sobretudo na quase totalidade dos 12 países de Leste, a par do Reino Unido e Alemanha, permite aos governos utilizar a regra para estender a semana de trabalho até às 78 horas.

Uma proposta de revisão da legislação apresentada pela Comissão Europeia e aprovada em Junho pelos governos, pretendia enquadrar melhor esta derrogação, limitando-a a 60 horas por semana - ou 65 em casos muito específicos - ligando a sua aplicação a convenções colectivas e dando a cada trabalhador o direito de recusar trabalhar mais de 48 horas.

Embora considerasse estas disposições socialmente recuadas, o PE dispôs-se a aceitá-las desde que a derrogação passasse a ser considerada "excepcional e temporária" e fosse eliminada progressivamente num prazo de 36 meses. A maioria dos governos rejeitou a proposta, recusando qualquer referência ao fim do regime de excepção.

Paradoxalmente, o desacordo entre governos e deputados cria uma situação bem mais negativa no plano social do que a prevista na nova legislação pelo facto de a cláusula de derrogação quase sem restrições se manter em vigor.

Pior: tal como reconheceu Vladimir Spidla, comissário europeu responsável pela política social, a "consequência" do fracasso das negociações é que "um maior número de países-membros vai começar a utilizar a derrogação à semana de 48 horas", sobretudo para as profissões submetidas a perío-dos de prevenção, como os médicos ou os bombeiros.

Esta situação resulta do problema específico da contabilização dos tempos de guarda que era, aliás, a grande questão que a proposta de revisão da legislação pretendia resolver. O problema foi criado com um acórdão do Tribunal de Justiça que, em 2003, decretou que o tempo que um médico passa de banco no hospital, embora sem estar a trabalhar, tem de ser contabilizado como tempo de trabalho no tecto das 48 horas semanais.

A maior parte dos países contabiliza total ou parcialmente estes períodos no tempo de descanso. Desta forma, a única maneira de deixarem de estar em infracção ao direito comunitário será através do recurso à derrogação. Portugal é um dos poucos países que já contabilizam estes períodos como tempo de trabalho."




Eis como se trabalha nos gabinetes em Bruxelas para o "bem comum". Se os sufragarem de novo, estarão a sufragar também a própria escravidão. Quem foi que disse que ela foi abolida?

In Nota à Comunicação Social, CDU Lisboa, 30.04.09
"UGT destrói propaganda da CDU em Lisboa


A subserviência ao Governo de Sócrates chega ao limite da sem-vergonha


Esta noite, em plena Avenida da Liberdade, em Lisboa, uma brigada da UGT foi apanhada em flagrante por militantes comunistas na função de retirar e destruir pendões da CDU.
O acto foi comunicado à PSP que identificou os prevaricadores.

A falta de vergonha e a subserviência ao Governo de José Sócrates chegam a este limite que ronda o crime.
Tal é o desespero de quem vê ameaçada a permanência em situação de favor e antecipa a derrota desta política.
A Direcção da UGT é a responsável pela situação, devendo responder pelo acontecido.

Eis a síntese dos factos, na versão de quem os presenciou:

Um grupo de homens que colocava pendões da UGT na Avenida da Liberdade, foi quarta-feira à noite, cerca das 23.30 horas, apanhado em flagrante a remover os pendões da CDU que ali estavam afixados há vários dias.
Vários militantes do PCP assistiram à remoção de vários pendões, desde a Praça dos Restauradores até meio da Avenida.

Foi chamada a PSP, que identificou o grupo da UGT.
Também foram identificados os militantes comunistas que entretanto acorreram ao local, já nas proximidades do Centro de Trabalho Vitória.
Um saco, que estava na posse dos indivíduos da UGT, continha 16 pendões da CDU. Mais um ou dois sacos semelhantes foram levados por um destes homens para local desconhecido.
Os indivíduos da UGT não negaram que removeram os pendões da CDU. Um deles, identificando-se como «secretário nacional» e «responsável do grupo», argumentou até que a Avenida da Liberdade é uma «área de influência da UGT», que ali vai realizar um desfile no dia 1 de Maio.

Nota
As fotos na altura tiradas por um dos militantes presentes, que se anexam, mostram as seguintes situações:
- um pendão da CDU, na parte da Avenida onde o «trabalho» da brigada ugêtista foi interrompido, e que se apresenta já com o suporte de madeira quebrado;
- um homem, interpelado pela Polícia, segurando uma «ferramenta» constituída por um cabo longo com uma ponta em semi-círculo, cortante, que apenas poderia servir para cortar fios de plástico, como os que fixam os pendões da CDU, e não os fios de arame, que prendem pendões antigos da UGT (que estavam a ser substituídos);
- o conteúdo do saco que estava na posse dos indivíduos da UGT.

Os registos policiais, segundo informação do superior hierárquico no local, encontram-se na 4.ª Esquadra da PSP, na Praça da Alegria.

A CDU, perante a gravidade do caso, decidiu proceder criminalmente contra os prevaricadores."




E estes são os exemplos que a UGT, sempre fiél serventuária do Poder, de quem lembramos a actuação em 1982 no 1º de Maio no Porto de que resultou um morto, nos habitou. Pensávamos que estes Senhores, que têm sufragado tudo o que vem sendo prejudicial para os trabalhadores e que, no entanto se chamam de Central Sindical, tivessem ganho com o tempo alguma polidez. Mas parece que com os tiques ditatoriais do Primeiro Ministro se libertou também a faceta arruaceira destes camisas castanhas de trazer por casa.

Belos Frutos que estes senhores têm dado. Amargos não? então repitam... Eu por mim estarei de novo na Rua combatatendo. - VIVA O 1º DE MAIO

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lá como cá



Quem pensava que os tiques de ditadura, recorrendo à intimidação, à persegução e á prepotência, eram exclusivos do Partido Socialista cá da santa terrinha, desengane-se. Os Partidos Socialistas, ou que pelo menos assim mantêm a sua designação, ao tornarem-se subservientes do poder económico adoptaram as piores características de ser poder das forças de direita, procurando assim silenciar e reprimir todos aqueles que se lhes oponham.

O domínio dos meios de comunicação, quer os estatais, por intervenção directa, quer os privádos, por alianças com os principais grupos económicos, vão-lhes garantindo que jornais, rádios, e televisões sejam dóceis correias de transmissão. Quanto aos sindicatos, associações e plataformas cívicas, envia-se-lhes a polícia, autuam-se, processam-se, intimidam-se directa ou indirectamente, até por ameaças dos responsáveis do Estado, se preciso for. De qualquer das formas procura-se garantir que nenhuma contestação é suficientemente visível para que outros grupos sociais possam perceber que não se encontram nem sós, nem isolados.

A acção sobre cidadãos isolados é tentada muitas vezes procurando fazer de algum um exemplo para que outros não sigam o seu caminho, mantendo assim as comunidades aterrorizadas. Aqueles que por meios não convencionais os vão desafiando, só podem esperar um aumento da repressão à medida que se forem tornando cada vez mais incómodos.

Este padrão não é novo. Conhecemo-lo do tempo do fascismo, quer aqui, quer na Espanha, na Grécia, na Turquia, itália, Alemanha, Hungria e Roménia pré segunda-guerra, na França de Vichy, mas não só. Conhecemos este estilo no Chile, no Brasil, em Israel, na África do Sul do Apartheid, na Nicarágua de Somoza, Costa-Rica, Colômbia, e vários outros países que sofreram a repressão das ditaduras direitistas. Mas não ficamos por aqui, conhecemo-lo ainda com formas mais abertas ou incidiosas, nos EUA, na Grã-bretanha, ou na França dos últimos quarenta anos, bem como na generalidade das ditas democracias ocidentais, que no fundo têm apenas servido interesses económicos. Interesses económicos como este, da Refinaria Balboa, em Tierras de Barro, na Extremadura, Espanha, e que ilustra bem o procedimento habitual:

Comunicado de prensa PCRN. 23-Abril-09.



La Plataforma Ciudadana “Refinería NO” denuncia al Partido Socialista extremeño de utilizar y disponer a su antojo las autoridades públicas regionales y locales que ostentan. Su fin es maltratar, reprimir y coaccionar a las personas y colectivos que disienten de su voluntad y critican sus intereses.

Oponerse a los intereses privados de instalar industrias altamente contaminantes en Extremadura durante estos últimos años, puede costar caro, como ya “vaticinó” la Delegada del Gobierno Carmen Pereira en julio de 2005: “se os va a caer el pelo”.

Presiones en los puestos de trabajo público, a los jefes de los privados, a los empresarios dependientes; ignorancia y vacío institucional; presencia continua de inspectores y fuerzas del orden; criminalización pública; manipulación informativa y mediática; impedimentos y trabas de acceso a lo público; censura; fracción y presión social; chantaje; favores y cobros; etc. Todo está documentado.

Son muchos los ejemplos de estas actitudes que están ocurriendo en las movilizaciones de Alburquerque, Mérida, Alange, Los Santos de Maimona, Cáceres, Valverde de Mérida, El Gordo, Villanueva de la Serena, Villafranca de los Barros,… en todas estas localidades se ha actuado mafiosamente contra los ciudadanos críticos y colectivos independientes que luchan contra la Hospedería, Almaráz, Térmicas, Refinería, Valdecañas, Ribera del Marco, Aldea Moret, Libre Producciones, …

La PCRN ha sufrido un largo número de atropellos por parte de las autoridades. Desde el pago de más de 10.000,00 € en multas y sanciones, a las 11 imputaciones de atentado a la autoridad con peticiones de penas de entre 4 y 6 años de prisión, pasando por un sin número de acciones dictatoriales.

El pasado 22 de abril , nuestro amigo José Paredes, Sony, fue la última víctima de nuestra lucha. Persona entrañable, simpática, sincera, trabajadora, comprometida, pacífica y pacifista, emprendedora, solidaria, sensible,… con 60 años y una prótesis en la cadera, ha recibido sentencia del juicio donde se le acusaba de agredir a cuatro agentes de la policía local de Mérida, durante el acto festivo de las hogueras de S. Juan, organizado por la Asamblea de Parados y Precarios. Estaba cogiendo alegaciones contra la refinería. Le pedían dos años de prisión. Tener que demostrar la inocencia ante las acusaciones de los policías con alto riesgo de acabar en la cárcel, obliga a llegar a un acuerdo, admitiendo “resistencia grave” por seis meses, librándose de acudir a prisión al no tener antecedentes, algo que no hubiera sido posible con los dos años que le solicitaban.

Una vez más, salimos dañados y humillados por los que deberían defendernos y representarnos. Pero esto nos da más fuerza y argumentos para posicionarnos contra la instalación de estos proyectos anacrónicos y denunciar los abusos de las autoridades contra sus ciudadanos.

Estas actuaciones, propias de otras épocas, dinamitan las bases de la convivencia, el respeto, los deberes y derechos de nuestra comunidad. Además, pone de manifiesto un desorbitado interés en proyectos privados o multinacionales enegéticas, lo que incrementa la duda sobre los intereses particulares que pudiera tener el Partido Socialista Extremeño.

Mostramos nuestro apoyo y solidaridad a todos los ciudadanos que por ejercer sus derechos se ven perseguidos, maltratados y criminalizados por la administración. Cada vez más, actúan sin caretas, mostrando su verdadero rostro al descubierto, pero seguimos y seguiremos luchando por la dignidad y la salud ambiental y democrática de nuestra Tierra.

Un abrazo sincero y fraterno a Sony, Inés y a las buenas gentes de Federación Térmicas NO
.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sempre que Abril aqui passar



De novo 25, de novo à Rua, de novo eu grito. Grito para fazer notar que há injustiça, desemprego, falta de condições e direitos, de habitação, de saúde, de educação, de cultura, de ambiente. Grito porque há discriminação e os direitos de igualdade entre todos os cidadãos são letra morta, quando os imigrantes se sentem descriminados, quando os ciganos se sentem descriminados, quando os negros se sentem descriminados, alimentando todos eles ciclos de desespero e violência. Quando as mulheres do meu país recebem menos por igual trabalho, têm funções de emprego e de empregadas em casa, quando para elas a realização pessoal está ainda aquem dos seus sonhos, eu Grito. Grito porque há gente sem casas, casas sem condições, condições em casas de ninguém, tenho de gritar assim também. Grito, grito pela água que bebo, pelo ar que respiro, pelo solo onde ando, todos eles vitimas da ganância de uns quantos, grito. Grito e gritarei sempre por todos aqueles que não gritam, por todos os que se esqueceram de lutar, por todos aqueles que a inércia do dia a dia embota os sentidos, os tolhe e impede de batalhar.
Amanhã é 25, Dia de festa e luta, por aquilo que se conquistou, por aquilo que há ainda a conquistar, pelo Mundo que existe a transformar, estarei por isso eu na Avenida a lutar, pelo seu nome, por uma Liberdade de verdade que há de um dia chegar.
Abril de Novo estou contigo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Quem tem a Candeia acesa?


foto in estudossobrecomunismo2.wordpress.com

Dois alunos da Escola de Penacova terão de realizar serviço comunitário por terem encerrado o portão desta Escola a cadeado, no âmbito do protesto contra o "estatuto do aluno", que este governo e a mui diligente Ministra da Educação querem impôr aos estudantes deste país.
O Ministério Público acordou com esta "punição", evitando assim a "condenação" judicial dos dois jovens.
A Câmara Municipal de Santa Comba Dão, irá inaugurar, pela mão do seu presidente, as obras da Praça do Largo, retomando o velho nome de Praça Oliveira Salazar, no próximo sábado, 25 de Abril.
Estas notícias, uma e outra, mostram o quão próxima de nós se encontra a longa noite fascista. E próxima de nós porque voltar a nomear, com honras de toponimia, o Ditador é um acto tão grave quanto procurar silênciar e punir quem protesta, contra um acto que o ofende, especialmente tão próximo do dia da Liberdade.
Estes actos, um e outro, só mostram que neste país há quem esteja saudoso dos tempos em que mandar podia, espezinhando quem se oponha, oprimindo quem protesta. Os Estudantes que a GNR deteve, não destruiam propriedade, não vandalizavam a Escola, não ameaçavam professores ou colegas, não impediam aulas, nada disto. Porque para esses, tantos por esse país fora existe complacência e atenção, mas não para quem protesta. Para quem põe em causa a autoridade, que deve ser incontestada, tem de haver castigo exemplar para que amanhã outros não protestem. Era este o ensinamento do fascismo, era esta a lógica do Presidente do Concelho. Por sinal com bons seguidores, por entre os rosas e laranjas, que rapidamente põe em cima da mesa as práticas e as honras que ao ditador reconhecem necessárias.
Temos um país onde o medo não desapareceu e se procura estimular, perseguindo sindicalistas, trabalhadores, estudantes, e todos aqueles que se opõem às políticas e práticas dos governantes, onde impera o sátrapa e o tiranete, possuidor de uma qualquer sinecura obtida por clientela política ou circulação de poderes e capitais mais do que duvidosos, onde vinga a sabujice e o seguidismo, esperando colher alguma das migalhas que cai da mesa do chefe, onde manda a incompetência mais serôdia, que se limita a satisfazer os desejos daqueles que por força do dinheiro humilham e vendem esta terra que é nossa.
Qualquer semelhança entre esta imagem do país e o país de 24 de Abril não é pura coincidência. Lentamente vão tentado o que então não conseguiram, cerrar as as portas que Abril abriu. Falharam então! Mas foi preciso que povo lhes tivesse feito frente, criado barreiras, travado o caminho. Falharão também agora! Mas será preciso não calar, levantar a voz e o gesto, denunciar a provocação e a prepotência, resistir à presiguição e à calunia, travar por todos os meios a ofênsiva revanchista que por todo o lado procura impor outra noite sombria.
É preciso contra estas novas trevas levantar bem a candeia acesa pela nossa indignação.